O que as pessoas realmente abrem
Lemos os registros de acesso do portal e separamos as páginas que respondem por quase todo o movimento. Em quase todo projeto elas são menos de dez.
Site espremido dentro de uma moldura de celular não vira aplicativo: vira o mesmo site, agora com um ícone na tela inicial.

Antes da oficina existir, dois de nós cuidávamos do portal de uma administradora com doze anos de páginas acumuladas. O pedido que chegava todo ano era o mesmo: transformar aquilo num aplicativo.
Na terceira vez, em vez de orçar, abrimos os registros de acesso. De quatrocentas páginas, nove respondiam por oitenta e três por cento das visitas — e sete delas eram consultas rápidas, feitas em pé, no corredor de um prédio.
O aplicativo que saiu tinha essas sete telas e mais nada. Foi o primeiro que a equipe do cliente abriu por vontade própria, e ainda está no ar sem reescrita.
Desde então a oficina faz o ciclo inteiro — estudo, desenho, código nas duas plataformas, servidor, envio às lojas e manutenção —, e o estudo continua sendo o único trabalho que pode terminar em conselho de não fazer aplicativo nenhum.
O acesso do portal diz em uma tarde o que a reunião não decide em um mês.
O que fica de fora é escrito e datado, não esquecido no meio do caminho.
Login novo é o atrito que derruba a adesão de quem já usava o portal.
Estudo que termina em "melhore o site primeiro" também é entrega.
Portal antigo carrega dez anos de páginas. Levá-lo inteiro para o celular é a forma mais rápida de entregar um aplicativo que ninguém usa depois da primeira semana.
Lemos os registros de acesso do portal e separamos as páginas que respondem por quase todo o movimento. Em quase todo projeto elas são menos de dez.
Câmera, localização, aviso na tela e uso sem internet. Se nada disso entra, o pedido pode ser de site melhor, e nós dizemos isso antes de assinar.
O aplicativo conversa com o que já existe. Definimos cedo o que fica no servidor atual, o que passa por uma camada nova e como o login se mantém entre os dois.
Falas recolhidas ao fim das últimas entregas e publicadas com autorização.
O login é o mesmo do portal. O corretor não precisou decorar outra senha, e isso resolveu metade da resistência.
A semana de uso interno pegou quarenta detalhes. Nenhum deles chegou ao anunciante.
A lista do que ficou de fora veio escrita e com data. Três itens entraram na versão seguinte, como estava combinado.
O aplicativo avisa na tela quando aparece vaga do perfil salvo. Foi o único recurso que justificou sair do navegador.
Lemos os registros de acesso, separamos as páginas que sustentam o movimento e devolvemos o recorte do que cabe num aplicativo.